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Invasões de terra despencam após posse de Bolsonaro

Por: Elite FM
Publicado em 17/04/2019
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Foto: Hugo Harada/Arquivo/Gazeta do Povo

Nos primeiros 100 dias de governo do presidente Jair Bolsonaro, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) registrou só uma ocupação de terra no país. Situação bem diferente da registrada no mesmo período de 2018, quando ocorreram 43 invasões de propriedades. O discurso de Bolsonaro pela "criminalização" de movimentos tem solapado as iniciativas de ocupação de terra. Mas não é só isso. O movimento está mais fraco também pela falta de financiamento do setor público, feito por meio de convênios, de entidades e organizações não governamentais.Dinheiro jogado fora e para criar confusão. Neste mês, que devia ser o marco da mobilização pelo país, os sem-terra nem sequer aparecem nos relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Os dados são usados pelo governo para antever protestos. O abrandamento é uma decisão do Movimentação Sem-Terra (MST), cuja direção nacional quer evitar conflitos com forças de segurança nos Estados e com a ala mais radical dos bolsonaristas. A facilitação da posse de armas, uma das primeiras medidas de Bolsonaro, e a atuação de milícias armadas no campo preocupam os militantes e a Justiça também tem sido mais rigorosa com os movimentos. Bolsonaro é notório opositor do MST. Na campanha, o então candidato defendeu tipificar as invasões no campo como "terrorismo" e disse que os ruralistas e latifundiários deviam reagir a bala aos invasores de terra:"Invadiu, chumbo", afirmou. Esse governo fechou as torneiras. Não tem dinheiro para ONGs e invasores de propriedades. Não tem mais dinheiro para ser jogado na lata do lixo", declarou o presidente. "Só vai ter dinheiro para quem quer trabalhar e produzir.


Fonte: Gazeta do Povo

Fonte das fotos: Imagem:Foto: Hugo Harada/Arquivo/Gazeta do Povo