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Mais armas ou menos armas? É preciso entender a questão

Por: Elite FM
Publicado em 24/03/2019

A tragédia de Suzano mal tinha acontecido e o debate sobre desarmamento já corria solto nas redes sociais.Os opositores de Bolsonaro já o criticaram pela aprovação do uso de armas,  mas com argumentos superficiais. A Gazeta do Povo já publicou vários textos com bons argumentos tanto contra como a favor da liberação das armas. Em comum, eles fogem dos lugares-comuns repetidos sobre a questão e trazem dados e outras informações relevantes para refletir. O Professor na Especialização em Direito e Economia da Unicamp, Thomas Conti mostra que não há evidências que aumentar o número de armas reduz os crimes. Um estudo mostrou que em 14.000 crimes de contato ocorridos nos EUA entre 2007 e 2011, o uso de armas de fogo para autodefesa só ocorreu em 1% dos casos. A proporção de vítimas feridas foi igual entre quem usou e quem não usou armas de fogo em autodefesa. Pesquisa mostra que armas são usadas em legítima defesa aproximadamente 2,5 milhões de vezes por ano nos Estados Unidos. A sociedade também não pode aceitar que alguns seres que se acham  iluminados possam decidir o que é melhor ou pior tratando todo cidadão como incapaz de fazer suas escolhas e, claro, arcar com elas. Nenhum dos países do Reino Unido apresentou diminuição de tiroteios ou outros crimes relacionados a armas de fogo que poderiam ser atribuídos às suas proibições ou recolhimentos de armas. Com 10% das armas dos EUA, Brasil tem taxa de homicídios com armas de fogo 5 vezes maior. A taxa de criminalidade depende ainda de inúmeros outros fatores (economia, educação, por exemplo. O?ideal é uma sociedade desarmada com um poder público eficiente no combate ao crime, mas, no cenário brasileiro, alguma possibilidade de acesso às armas para autodefesa precisa existir. O desarmamento total que alguns militantes defendem, no contexto brasileiro, pode significar colocar a sociedade à mercê da bandidagem. A arma mais eficiente contra crime é a educação que é obrigatória e privilegie a criticidade para todos, juntamente com a boa infraestrutura do país em  saúde, segurança e governantes sérios, competentes e honestos. 


Fonte: Gazeta do Povo