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Analfabetismo funcional é o maior problema do Brasil

Por: Elite FM
Publicado em 20/02/2019

 Apenas saber ler e escrever também não é o suficiente. É importante, sobretudo, ter a capacidade de interpretar o que se lê e registra. Preocupados com isso, especialistas como Sérgio Antônio da Silva Leite, graduado em Psicologia pela PUC-Campinas e que atua na área dentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirmam que algumas abordagens tradicionais, como o método fônico, devem ser revistas. Para Leite, adotar esse tipo de ensino é permanecer na concepção de que a escrita é mero reflexo da linguagem oral, e isso, a longo prazo, produz um contingente enorme de analfabetos funcionais. Não digo que [o método fônico] seja errado, mas só trabalhar com a relação das letras e sons é algo absolutamente conservador, nós já superamos isso. A cartilha Caminho Suave, por exemplo, durou até metade do século 20, porque se vivia em uma sociedade na qual não se exigia mais do que usar o código. Era simples, a grande massa da população precisava saber escrever para assinar o próprio nome e votar. A parcela de pessoas que usava a leitura e escrita funcional era muito pequena”, argumenta. há um consenso de que a solução está em uma abordagem que una o ensino mais metódico, como o fônico, a práticas mais experimentais, da forma como defende a filosofia construtivista. “O que precisamos é de uma metodologia que dê conta da relação grafema e fonema e também do aspecto do letramento. Usar o domínio funcional do código implica em se ter contato com a escrita do modo como ela está no ambiente, de acordo com o que se vê na rua, nos cartazes, jornais. À medida que a criança vai aprendendo as relações entre grafema e fonema, precisa compreender como a escrita aparece no meio dela, e ir se apropriando de textos, historinhas”, defende o professor da Unicamp. 

 


Fonte: Gazeta do Povo