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O desequilíbrio ideológico na universidade

Por: Elite FM
Publicado em 14/02/2019

Podemos discutir como se chegou ao predomínio na esquerda no corpo docente, e como esse predomínio se mantém; o que não se pode fazer é negar que o desequilíbrio existe. "Pessoas de punho erguido pedem “Lula livre” e cantam a Internacional, hino ligado ao movimento comunista e que, por duas décadas, foi o hino extraoficial da União Soviética. A cena foi presenciada não em algum ato de desagravo a condenados no mensalão ou no petrolão,muito menos em alguma manifestação diante do prédio da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente está preso por corrupção. Os protagonistas de tal cena eram professores universitários, reunidos em Belém (PA) no fim de janeiro e início de fevereiro para o congresso anual do sindicato que os representa nacionalmente, a Associação Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).Antes mesmo do evento, no fim de 2018, já circulava um documento em que a entidade ataca o governo de Jair Bolsonaro, classificado como “protofascista e entreguista e de extrema-direita”, e defendia uma série de pautas da esquerda, como o combate às reformas de ajuste fiscal, especialmente a da Previdência, e às privatizações. A libertação de Lula também está na pauta, além da “campanha urgente contra a direita, através da proliferação dos comitês de luta contra o golpe e contra os fascistas”, mostrando que os docentes ainda não superaram o impeachment de Dilma Rousseff, que levou a uma série de “cursos sobre o golpe” em universidades federais. A homogeneização político-ideológica nas universidades é prejudicial para a própria instituição e uma negação de sua essência.

 


Fonte: Gazeta do Povo