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Qual será o futuro dos cursos de “Direito do MST?

Por: Elite FM
Publicado em 05/02/2019

Organizadores rebatem críticos dizendo que as turmas não são formadas apenas por alunos do movimento sem-terra. Em turma de Goiás, de 47 alunos, 37 são ligados ao MST. Quando o Incra criou o primeiro curso de Direito para assentados, em parceria com a Universidade Federal de Goiás , em 2007, com dinheiro do Pronera – recurso destinado pelo governo federal para o desenvolvimento do campo – a iniciativa recebeu um questionamento judicial e uma enxurrada de críticas. O curso passou a ser chamado pelos opositores de “curso de Direito do MST. A seleção  facilitava o ingresso de assentados em um vestibular menos concorrido, revelando a injustiça com outros grupos sociais mais vulneráveis, que não tinham os mesmos benefícios desviando recursos públicos  para outros fins. O Paraná também teve esse  curso do MST ,na UFPR.O custo por aluno, segundo o Incra, é de R$ 7,6 mil anuais. O  Ministério Público de Goiás já pediu a  extinção  do curso  por desvio de função do dinheiro público. Ninguém sabe ao certo se o novo governo Bolsonaro continuará a permitir que o Pronera – que já financiou quase 6 mil alunos em diversos cursos de graduação e pós-graduação, em 49 instituições públicas de ensino superior. Sabe-se que as universidades foram tomadas pelo viés ideológico de esquerda no governo PT e Bolsonaro quer desfazer esse desvio, mesmo porque todo o ensino público está aberto para todos indistintamente e não há razão para manter um curso com desvio de função. Se há um curso de Direito para o MST, deveria  haver  para mecânicos, vendedores de rua, motoristas e outras categorias. A lei é igual para todos.


Fonte: Gazeta do Povo