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O Brasil que Temer recebeu e o que ele entrega

Por: Elite FM
Publicado em 27/12/2018
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Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Ainda que longe do ideal, o desempenho da economia hoje oferece a Bolsonaro uma base mais sólida em comparação com a terra arrasada que Temer recebeu de Dilma. Michel Temer assumiu a Presidência da República, em meados de 2016, com a economia do país em estado de terra arrasada. A “nova matriz econômica” de Lula e Dilma Rousseff, baseada na gastança ilimitada, combinada com a criatividade contábil, tinha feito a inflação oficial, em 2015, superar os 10% pela primeira vez desde 2002, forçando uma elevação dos juros. No biênio 2015-2016, o PIB brasileiro regrediu 7%, na pior recessão da história do país. O desemprego, que costuma ser a última variável a crescer nas crises, já era de 11,2% no trimestre encerrado em maio de 2016. O país que Jair Bolsonaro receberá, quando Temer lhe passar a faixa presidencial em 1.º de janeiro, é bastante diferente. Ainda que longe do ideal, o desempenho da economia hoje oferece à equipe de Paulo Guedes uma base mais sólida com a qual ela poderá trabalhar. A inflação, depois do estouro nos anos Dilma, arrefeceu. Fechou abaixo dos 3% – o piso da meta estabelecida pelo Banco Central – em 2017 e deve encerrar este ano perto dos 4%, ainda abaixo do centro da meta. A inflação baixa também permitiu a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, nos níveis mais baixos de sua série histórica, colaborando para que o setor produtivo possa retomar investimentos. E os indicadores que apontam as tendências para o futuro próximo permitem acreditar em uma retomada. O PIB deve crescer 1,3%, e indicadores anualizados para vários setores, como a indústria e o agronegócio, também mostram expansão. O grande desafio para o próximo governo é o desemprego, que insiste em permanecer acima de 10%.


Fonte: Gazeta do Povo