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Como a mão de obra barata virou combustível para a meta chinesa de liderar a inteligência artificial no mundo

Por: Elite FM
Publicado em 21/12/2018
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Imagem/Reprodução/ Gazeta do Povo:Funcionários na sede da Ruijin Technology, em Jiaxian, na China

Se a China é a Arábia Saudita dos dados, algumas empresas são as refinarias, que transformam a informação crua no combustível da inteligência artificial, a grande ambição chinesa. Alguns dos trabalhos mais críticos para promover os objetivos tecnológicos da China se realizam em uma antiga fábrica de cimento no centro do país. Um misturador de concreto abandonado ainda está no meio do pátio. Caixas de louça de melamina estão empilhadas em um armazém ao lado. Lá dentro, Hou Xiameng dirige uma empresa que ajuda a inteligência artificial a compreender o mundo. Mais de 20 jovens examinam fotos e vídeos, rotulando quase tudo o que veem. Isso é um carro. Isso é um semáforo. Isso é pão, isso é leite, aquilo é chocolate. É assim que uma pessoa caminha. “Eu achava que as máquinas eram gênios. Agora sei que nós somos a razão da genialidade delas”, disse Hou, 24 anos. Na China, há muito tempo o chão de fábrica do mundo, uma nova geração de trabalhadores de baixo salário desenvolve as fundações do futuro. Startups em cidades pequenas e mais baratas surgiram para rotular a enorme quantidade de imagens e vídeos de câmeras de vigilância do país. Se a China é a Arábia Saudita dos dados, como diz um especialista, essas empresas são as refinarias, que transformam a informação crua no combustível da inteligência artificial, a grande ambição chinesa. As startups chinesas constituíam um terço do mercado global de visão computacional em 2017, superando os Estados Unidos. A China quer se tornar líder mundial de inteligência artificial até 2030.


Fonte: Gazeta do Povo

Fonte das fotos: Imagem:reprodução/Gazeta do Povo