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Vida de pacientes em jogo: entenda o esquema que furava a fila do SUS no Paraná

Por: Elite FM
Publicado em 14/12/2018
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Gaeco cumpriu mandado de busca e apreensão na Assembleia Legislativa, em Curitiba-Alexandre Mazzo/Gazeta do Povo

Por valores que variavam entre R$?2 mil e R$ 8 mil, agentes públicos, funcionários de hospitais e médicos garantiam prioridade em cirurgias. Uma investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) desbaratou um suposto esquema de fraude ao Sistema Único de Saúde (SUS). A operação, batizada de Mustela, investiga diversos agentes públicos e médicos que cobravam indevidamente de pacientes para furar a fila do SUS. Confira como funcionava o esquema. A investigação teve início há 1 ano e meio a partir de dois casos envolvendo pacientes em Bandeirantes (Norte Pioneiro) e Ventania (Campos Gerais)Entre os hospitais citados na investigação do Gaeco, estão São Lucas e Rocio (ambos em Campo Largo) e Angelina Caron (em Campina Grande do Sul). Segundo o Gaeco, pacientes de várias regiões do estado procuravam agentes públicos em busca de cirurgias, para não precisarem mais aguardar na fila do SUS. Esses agentes entravam em contato com funcionários de hospitais, que agendavam consultas e exames por valores que variavam entre R$ 2 mil e R$ 8 mil. O dinheiro era repassado aos médicos envolvidos no esquema, que inseriam os pacientes na lista de urgência do SUS, o que garantia prioridade nas cirurgias. Dessa forma, os médicos recebiam duas vezes: dos pacientes, para furar a fila do sistema público, e do SUS, pelo procedimento propriamente dito.


Fonte: Gazeta do Povo

Fonte das fotos: Imagem/Alexandre Mazzo/Gazeta do Povo