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Como o fim da contribuição sindical obrigatória jogou os sindicatos na lona

Por: Elite FM
Publicado em 05/12/2018
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Imagem/Roberto Parizotti/CUT/Gazeta do Povo

O Brasil chegou ao absurdo de ter mais de 17 mil sindicatos, quando a maioria dos países organizados têm menos de 100. Muita maracutaia nesta seara onde a grande atividade era a cobrança sindical, sem retorno para o contribuinte, que agora tem como opcional o pagamento. A arrecadação despencou e as principais centrais sindicais estão demitindo funcionários e vendendo suas principais sedes. Agora, os sindicatos vão precisar se reinventar para sobreviver. Os sindicatos serão capazes de sobreviver ao século 21? Especialistas dizem que, provavelmente, não. O sindicalismo estava perdendo o bonde da história. Não acompanhava mais as mudanças profundas que estavam acontecendo nos modos de produção e na organização do mercado de trabalho. Em 2018, o baque finalmente chegou: o fim da contribuição sindical obrigatória, definido pela Lei 13.467, de julho de 2017 e confirmado pelo Supremo Tribunal Federal em junho deste ano, transformou para sempre os sindicatos do país. No momento em que cada trabalhador pôde escolher se colabora livremente com o sindicato de sua categoria profissional, as receitas despencaram. O melhor modelo de remuneração é aquele em que cada sindicato recebe, do trabalhador, uma contribuição com base nos benefícios que conquistou. Sem receber benefícios fica muito claro explicar esse retrocesso do sindicalismo que precisa se reinventar por completo e não apenas querer mostrar serviços em manifestações populares e provar ao trabalhador que vale a pena pagar a contribuição.


Fonte: Gazeta do Povo

Fonte das fotos: Imagem/Roberto Parizotti/CUT/Gazeta do Povo