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Do Brasil a Alemanha: por que ninguém quer ser professor?

Por: Elite FM
Publicado em 14/11/2018
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Foto:Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Pato Branco/retorno as aulas 2018

 Salários baixos, jornadas cansativas, pouco reconhecimento – em crise, a docência sofre de renovação e exige medidas para evitar que a escassez se agrave no futuro. A ideia de ser uma autoridade em um tipo de conhecimento atrai as pessoas, mas quando  se trata de ser professor, é um dilema. Essa escolha é cada vez menor, não só no Brasil. Na Austrália, as licenciaturas  caíram 44%. Um relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), demonstra que em média o percentual de jovens dispostos a atuar no magistério diminui a cada ano nos 70 países pesquisados com estudantes de 15 anos. Em Portugal, apenas 1,3% dos estudantes querem lecionar. O pouco entusiasmo pela carreira tem causas semelhantes ao redor do mundo. Em geral, a desvalorização da profissão é o ponto central. O conceito guarda uma série de questões implícitas, como baixos salários, falta de respaldo da sociedade e más condições de trabalho. Numa pesquisa realizada com adolescentes brasileiros entre 15 e 19 anos, cerca de 33% afirmaram ter pensado na possibilidade de cursar uma licenciatura, mas desistiram ao analisarem as dificuldades da profissão. Isso se reflete dentro de casa. As famílias não veem o caminho da docência com bons olhos e desestimulam os jovens a segui-lo”, acredita Marcia Jacomini, professora da Universidade Federal de São Paulo. No Brasil o magistério recebe candidatos que não passaram nos outros cursos, ou seja, os piores alunos  vão para o magistério, enquanto nos países de primeiro mundo é feita uma seleção entre os melhores universitários  para serem os professores.


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm

Fonte das fotos: Imagem Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Pato Branco/retorno as aulas 2018