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Por que o brasileiro vai eleger um Congresso ‘velho’ apesar de querer mudança?

Por: Elite FM
Publicado em 30/09/2018

 

Podcast Eleições, da Gazeta do Povo, discutiu por que há uma tendência de o Congresso ter a mais baixa taxa de renovação desde 1990, embora haja um desejo popular de renovação na política. Após o megaescândalo de corrupção revelado pela Operação Lava Jato que atingiu grande parte da classe política brasileira, há uma vontade popular de renovação. Apesar disso, a maioria dos analistas aposta que o Congresso que vai sair das urnas terá a mais baixa taxa de renovação desde 1990.País tem mais candidatos novatos, mas estudo indica que a taxa de renovação será baixa em comparação com eleições passadas. O jornalista Fernando Martins destacou que o sentimento popular de renovação se expressa nos números de candidatos que nunca haviam disputado uma eleição em 2018: 42,8%, segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo. É o maior porcentual desde pelo menos 2006, quando os novatos eram 38,8% dos candidatos. A taxa de renovação na Câmara dos Deputados deve ser de 41% das cadeiras. 79% dos deputados tentam a reeleição e 75% deles tendem a se reeleger, o que dá 59%).O cientista político Márcio Coimbra explicou que existe uma tendência a haver uma renovação menor no Congresso porque deputados e senadores, no auge do escândalo da Lava Jato, aprovaram regras eleitorais para conter a “onda de mudança” e, assim, beneficiarem a si próprios, com maior participação  do Fundo Eleitoral que ficou a cargo dos dirigentes partidários que favoreceram a reeleição dos amigos. Infelizmente,  partidos e políticos continuam sendo os mais desacreditatos do país e mesmo assim  o eleitor apoia a reeleição. Sem criticidade não  existe voto consciente. 


Fonte: Gazeta do Povo