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Instituições do Estado da Justiça sofrem influências corporativas e burocráticas

Por: Elite FM
Publicado em 18/09/2018

 O Estado tem, além do ônus de provar que o sujeito praticou o crime, o dever de não deixar uma dúvida sequer de que os atos criminosos foram praticados. O devido processo legal e a certeza do ato criminoso são indubitavelmente salutares para a realização da justiça, porém as instituições do Estado criadas para realizar essa tarefa não estão fortalecidas e não estão livres suficientemente das influências corporativas e burocráticas”, ele argumenta. Na situação de acusado do crime de ‘lavagem de dinheiro’, um bom jogador certamente observará todos esses fatores e perceberá que em muitos casos a melhor estratégia é cometer o crime. Sua escolha é plenamente racional porque há consistência e coerência entre os meios e os fins”. Por outro lado, a teoria dos jogos também explica a delação premiada. Existe um experimento, conhecido como “dilema do prisioneiro”, que explica por que tantos condenados pela justiça têm recorrido à delação premiada desde que ela foi regulada por lei, em 2013.Esse exercício coloca duas pessoas presas pelo mesmo crime. A polícia tem provas para mantê-las detidas por um pequeno período, mas os criminosos sabem que, se confessassem tudo, suas penas aumentariam. Mantidos isolados e incomunicáveis, eles recebem a proposta: entregar o comparsa para reduzir sua própria pena e aumentar a do colega. Se os dois comparsas ficassem calados, ambos pegariam penas médias. Via de regra, o que acontece é o contrário: os dois delatam o colega, por temer que o comparsa o faça antes. 


Fonte: Gazeta do Povo