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Mensalidade: remédio amargo para as universidades públicas

Por: Elite FM
Publicado em 24/08/2018

A rede federal, por exemplo, perdeu 50% dos recursos de investimentos e 20% da receita de custeio entre 2014 e 2017, segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). O horizonte não traz boas perspectivas. A aprovação da Emenda Constitucional 95/2016, que congela o teto dos gastos públicos, reduziu a probabilidade de uma retomada nos patamares de receita. Assim, o país precisa encontrar soluções para equilibrar o quadro das Instituições de Ensino Superior Estatais. Uma das medidas consideradas é a cobrança de mensalidades no ensino público superior começando por aqueles alunos de maior poder aquisitivo. A relação desproporcional entre a renda dos estudantes e o acesso às IES estatais é a principal justificativa apontada por quem apoia o fim da gratuidade. “Há uma inversão cruel do perfil do aluno das universidades públicas. Em geral, quem cursa a educação básica na rede privada conquista uma vaga nas instituições públicas”, afirma Sólon Caldas, diretor executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). O Banco Mundial também pensa assim. Além disso os dados mostram que os gastos com um aluno universitário do Brasil é  igual ou superior ao de países de primeiro mundo em educação, ou seja gastos de primeiro mundo e resultados de terceiro. As evidências mostram que tem muito de errado nesta gestão de universidade pública.


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm