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Esgotamento do sistema de representação é nossa realidade

Por: Elite FM
Publicado em 31/07/2018
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                    O povo brasileiro é esperançoso por uma sociedade decente e próspera. A solução tem que sair do foco gerado pelo TSF, parlamento ou tribunais. Sabe-se que dois dos Poderes são submetidos a eleições populares. O terceiro, o Judiciário, é uma espécie de “reserva técnica”. Só entram ali pessoas escolhidas por chefias, que por sua vez inoculam o viés da possível retribuição. É preciso que o foco das soluções chegue ao cidadão esperançoso por uma vida digna em toda a pirâmide das diversidades. O que vai provocar mudanças de um país é a sociedade politicamente organizada

         É preciso ressignificar o voto se quisermos que o Brasil encontre o rumo da política organizada. A verdadeira política não está nos palanques, mas nas pessoas comuns que no dia-a-dia vivem seus problemas na esperança de que o Estado devolva em serviços de qualidade cada centavo do imposto.

        Hoje com as redes sociais livres, leves e soltas, tidas como o “demônio da moda” embora muita divulgação não expresse juízos de valor, há unanimidade de interpretação de que não se faz renovação com os museus da política, que instauraram um moto perpétuo para se manter no poder a todo custo. Mesmo o novo, que entra no sistema, encontra um cenário corrupto e institucionalizado pelo governo do PT e seus aliados, e por aliados englobam-se dezenas de partidos, ou meras siglas de negociatas. Há muitas ideias boas dispersas pelo país e no “Brasil que eu quero” está sugerindo muita coisa pertinente. Não há, porém, um amálgama que una essas ideias boas para compor um projeto de governo que aglutine votos para alguém confiável.

        Repugnante, sem dúvida, é a atitude de advogados que postergam o coma moral de um canditato condenado e preso, ao qual, segundo Gabriel Tebaldi,”restou apenas uma carcaça podre que busca a vida eterna no inferno de si mesmo”. Em um ambiente social repleto de cinismo, oportunistas vão burlar as regras buscando ganhos individuais, com a aplicação do R$ 1,7 bilhão do Fundo Partidário para os caciques se manterem no poder, o que aumenta custos de transação e a burocracia no ambiente de negócios e enrijece o poder público, que precisa apostar em uma batelada de normas e sanções para garantir um mínimo de igualdade formal entre os cidadãos num Brasil que ninguém quer.

         Esse é um problema crônico da nação, que tem impacto direto sobre a qualidade de nossa democracia. De acordo com dados do último Índice de Confiança na Justiça (ICJ) da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), apenas 6% dos brasileiros confiam no governo federal; 7% no Congresso Nacional e em partidos políticos e 24% no poder Judiciário.

       Vem aí o horário político tão disputado como se fosse a salvação da lavoura infestada de pragas das mais variadas espécies. Possivelmente quem tem menos tempo terá vantagem, por fazer menos promessas vãs. Se horário de pregação política fosse benéfico, o país não estaria imergido nessa descrença total. O mais simples juízo de valor revela que horários de rádio e tv para partidos e políticos são propaganda enganosa, pois não há veracidade nos fatos. Cidadãos críticos sabem por si mesmos quem merece o voto pelos exemplos de vida ética e moral e capacidade de representar sua sociedade. Infelizmente nossos políticos são como bandeira que vai de um lado para outro, ou como orquídea de estufa que não suporta o vento ou ainda como pavão que não passa de uma galinha enfeitada. Uma indagação: Será que os novos eleitos acabarão sendo um retrato razoavelmente preciso da sociedade em que vivemos?

Laudi Vedana – Professor e Jornalista

 


Fonte: Laudi Vedana – Professor e Jornalista

Fonte das fotos: Laudi Vedana – Professor e Jornalista