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O fundo eleitoral funciona como um mecanismo contra a vontade da sociedade

Por: Elite FM
Publicado em 01/08/2018

A adoção de um modelo de financiamento público sem critérios e incentivos adequados tende a agravar o distanciamento entre eleitores e candidatos. Este ano, pela primeira vez, nossas eleições serão financiadas majoritariamente por recursos públicos. A mudança, que deveria representar um avanço para solucionar a crise de representatividade que tomou conta do sistema político depois de quatro anos de Lava Jato, se tornou a principal esperança de manutenção de poder dos caciques políticos brasileiros. Segundo a Pesquisa Ipsos, 94% da população não se sentia representada pela classe política em agosto de 2017. Praticamente 19 de cada 20 brasileiros. Em outubro do mesmo ano, a Câmara aprovou, em resposta aos escândalos de corrupção e à pressão por mudanças, o fim do financiamento empresarial e uma “minirreforma” que garantiu aos partidos, via fundo eleitoral, R$ 1,71 bilhão do orçamento federal de 2018. O novo modelo concentra recursos públicos bilionários nas mãos dos presidentes dos partidos tradicionais que vão usar o dinheiro com viés fisiologista sem cobrar transparência. O resultado é previsível: segundo dados já enviados ao TSE pelas próprias siglas, nenhuma delas fará distribuição equânime entre candidatos. Na maioria dos casos o dinheiro será destinado a políticos que já estão no poder. A adoção de um modelo de financiamento público sem critérios só vai reforçar o conceito de que partidos e políticos são as duas classes mais desacreditadas do país.Cabe ao eleitor consciente não reeleger  as velhas e rabudas raposas que saquearam o país. 


Fonte: Gazeta do Povo