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Expulso em 2017, suíno brasileiro espera fim da Copa para voltar à Rússia

Por: Elite FM
Publicado em 29/06/2018

Oito meses após embargo da Rússia à carne suína brasileira, suinocultores do Paraná estão ‘pagando para trabalhar’. O setor de carne suína vem sofrendo as consequências de uma “russo-dependência”. Maior comprador dessa proteína animal brasileira, com cerca de 40% das remessas ao exterior, a Rússia embargou as importações da carne em novembro de 2018.Entre janeiro e maio, foram exportados apenas 136 mil quilos ao país. No ano passado, no mesmo período, já tinham sido 107,6 milhões. “Só conseguiram manter frigoríficos menores que tinham contratos mais antigos e que não poderiam ser interrompidos, com alguns cortes diferenciados”, afirma o presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Jacir Dariva.O motivo oficial é a presença da substância ractopamina, identificado em remessas e proibidas no país euro-asiático. Mas existem suspeitas de um ‘golpe econômico’ para fortalecer a produção interna da Rússia em um momento de alto consumo: a Copa do Mundo.“O grande bloqueador é o ministro da agricultura russo, produtor de suínos e trigo, que encontrou vários ingredientes para justificar a proibição. Além da ractopamina, tivemos a Carne Fraca. Talvez estejam esperando a Copa para depois liberar o produto brasileiro”, afirma Paulo Molinari, analista da consultoria Safras & Mercado.


Fonte: Gazeta do Povo