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Governo terá enorme problema para conter gastos e pode atingir seriamente a Previdência

Por: Elite FM
Publicado em 19/06/2018

  Foi em 2016 que a equipe econômica do então recém-empossado Michel Temer propôs um cronograma de reformas que começava com a aprovação da PEC do teto de gastos. No fim, o cronograma não correu como esperado. O Congresso aprovou o teto, mas deixou de lado outras reformas necessárias para que ele fosse viável, em especial a da Previdência. A estratégia tinha um risco implícito: colocava o teto na frente dos bois. Em outras palavras, o cumprimento do teto dependia de outras medidas que, se não tomadas, fariam com que ele implodisse. Isso porque a PEC aprovada em 2016 impõe um limite para o que o governo pode gastar. Já o que ele precisa gastar depende de outros fatores, em especial o tamanho do que são os chamados gastos obrigatórios, como pessoal e Previdência. O Tribunal de Contas da União (TCU) levantou o alerta nesta semana de que a dinâmica atual está levando o teto a seu fim. Os gastos obrigatórios continuam crescendo mais do que o PIB, tomando participação de outros itens chamados de “discricionários” no jargão do orçamento. São os gastos da manutenção do dia a dia da máquina pública e investimentos. Segundo a projeção do TCU, em 2024 os gastos discricionários chegam a zero no ritmo atual. Há candidatos à Presidência que já falam em um ajuste que inclui a derrubada do teto casada com um aumento da arrecadação (impostos, como sempre). Então é bem plausível pensar que a estratégia fiscal mude bastante a partir de 2019.


Fonte: Guido Orgis-Gazeta do Povo