O Rádio e o Futebol - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

O Rádio e o Futebol

Por: Elite FM
Publicado em 06/06/2018
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                    Se houve um casamento  que deu certo foi o do Rádio e o Futebol, uma sintonia harmoniosa e construtiva que levou o esporte bretão a ser a paixão nacional desde  19 de julho de 1931 quando foi feita a primeira transmissão entre as seleções  de S.Paulo e Paraná. Inicialmente as transmissões tinham recursos primitivos, mas suficientes para despertar a atenção  do público que se admirou tanto quanto, ou mais, com referência à vinda da televisão. O futebol no rádio tem mais emoção, sendo o narrador o personagem fundamental para criar o clima e como se sabe as emoções mais fortes vêm de dentro para fora.

                 Na década de 1950 o rádio de pilha abriu sua era de ouro e se tornou a coqueluche dos brasileiros e na Copa do Mundo de 1954 ganhou sintonia  absoluta e os locutores esportivos  se especializaram na linguagem recheada de emoções para narrar o que se passava nos gramados com os 22 artistas da bola (muitos pernetas, é claro) campeando o retângulo padrão Fifa com grama de fazer inveja ao rebanho de ovinos mais bem tratado,  agora de 105m de  comprimento por 68 de largura   com o objetivo de fazer passar a “gorduchinha” embaixo de uma porteira de  7,32m por 2,44m,com um guardião escalado para impedir  ultrapassagem  do grande invento desse couro redondo. Antigamente as medidas dessa porteira eram mais abrangentes.

                   Os bordões esportivos  dominavam as transmissões a partir da década de 1970  e a partir do ano2000 o rádio FM entrou na jogada com muita força pela sua qualidade superior na transmissão, sem os ruídos do rádio AM. Um dos mais famosos locutores esportivos foi Fiori Gigliotti da Rádio Bandeirantes e seus bordões eram tão populares e envolventes que atraíam multidões. Fiori Giglioti iniciava as transmissões dos jogos com a famosa introdução:” Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”.Outros locutores ídolos da torcida  foram Carlos Araújo e Osmar Santos, que mesmo  diante das transmissões  pela televisão, garantiam audiência no rádio. Célebres e marcantes foram os bordões de Osmar Santos “ ripa na chulipa e pimba na gorduchinha anexando à transmissão o senso do humor que gerava descontração. O rádio  foi o maior responsável pela popularidade do futebol graças  à instantaneidade  das  transmissões e facilidades técnicas de produzir  informações concomitantemente aos fatos.Foram surgindo locutores que se inspiraram nos ícones das transmissões , que surgiram até o final do século passado e praticamente em todos  os municípios brasileiros, o futebol está presente, bem como o rádio com suas transmissões ao vivo e programação diária de noticiários esportivos. O áudio digital  do rádio, além de utilizar sua frequência fixa  do dial avançou pelos apps e também via streaming  e  pela internet com alcance mundial, o que há poucos anos parecia impossível.

               Segundo a Audio.ad “Cenário do Áudio Digital no Brasil” no ano de 2016,52% dos ouvintes de rádio pela internet escutavam através de PCs, 45% via smarphones e 19% por meio de tablets. A pesquisa mostra também que Esportes é o terceiro conteúdo mais consumido em rádio,depois de músicas e informações. Em 2018,esses dados ,sem dúvida tiveram crescimento porque o rádio se atualizou e hoje representa a  companhia mais eficiente das pessoas, que não precisam parar suas atividades para ouvir rádio. A indústria de  celulares  faz questão de  permitir aplicativos que permitam acesso ao rádio FM que  do radinho de pilha com chiado passou para a qualidade digital. Entende-se claramente que  futebol sempre esteve colado no ouvidor do torcedor brasileiro que vai aos estádios mas sempre acompanhado do celular.

           Nesta copa que a Rússia vai comandar, a Elite FMem parceria com a Rádio CBN de Londrina, emitirá  5 boletins diários diretamente da Rússia abordando os acontecimentos que envolvem a seleção brasileira e o  clima russo desta edição da Copa do Mundo.

Laudi Vedana – Professor e Jornalista  


Fonte: Laudi Vedana - Professor e Jornalista