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As montadoras internacionais fizeram o governo brasileiro se dobrar ao corporativismo

Por: Elite FM
Publicado em 03/06/2018

As ferrovias brasileiras prosperaram até o final da década de 1950, quando foram preteridas pelas rodovias durante a presidência de Juscelino Kubitschek. “O governo brasileiro privilegiou, nos anos 1960, o transporte rodoviário devido à força das montadoras internacionais de automóveis e dos grandes grupos de petróleo. Nas suas origens, as ferrovias foram feitas para transportar a produção das fazendas de café; elas ligavam as fazendas, as vilas, as cidades e iam em direção aos portos. A produção cafeeira no Brasil começa a se acabar, por volta de 1940, e ficaram essas ferrovias na necessidade de se criar um outro insumo para ser transportado”. Os investimentos a longo prazo também desanimam os governantes brasileiros, que não investem nem em saneamento básico porque esse benefício fica enterrado. Os governos investiram em rodovias que erroneamente pareciam resolver o problema mais rapidamente, o que não é verdade. A prova foi mostrada pela greve de caminhoneiros. Um trem de 100 vagões  de carga corresponde  a cerca de 250  caminhões e consome três vezes menos diesel. Dos cerca de 30 mil quilômetros de ferrovias, cerca de 28.500 quilômetros estão sob concessão de operadoras. Desses, apenas sete mil quilômetros estão em operação plena; por volta de 13 mil quilômetros estão subutilizados e cerca de 8.500 quilômetros estão sem operação. Há ferrovias  que começaram a ser construídas e foram abandonadas.


Fonte: Gazeta do Povo