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“Quem cola não sai da escola?”: ato de colar expõe fraquezas do sistema educacional

Por: Elite FM
Publicado em 09/05/2018

Quando o ato de “colar” ganha proporções que afetam e comprometem todo sistema avaliativo de uma instituição de ensino, estamos diante de um grande problema. Muitos profissionais da psicologia afirmam que é comum observarmos, entre jovens e adolescentes, o comportamento transgressor.A situação muda de figura quando o fenômeno da “cola” se torna quase que endêmico. Quando o ato de “colar” ganha proporções que afetam e comprometem todo sistema avaliativo de uma instituição de ensino, penso termos diante de nós um problema atingindo pelo menos três aspectos da prática educativa: pedagógico, teleológico e axiológico. Outro elemento pedagógico a ser considerado é o fato de que o aluno praticante da “cola” não observe naquele conteúdo algo significativo para ele - algo que, na tomada de sua posse, o fará alguém melhor, trará capacidades, auxiliará no seu desenvolvimento e aperfeiçoamento. Esse aluno pode ceder mais facilmente à tentação de substituir a aquisição do conhecimento por uma “aparência de aquisição”. Ao praticar a “cola” em uma avaliação, o educando pode não ter a consciência de que está cometendo um ato infracional e também antiético. 


Fonte: (Carlos Roberto Merlin Júnior, graduado em Filosofia, Sociologia e História , gestor educacional do Colégio Positivo – GP)