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Falta cordeiro para a fome do brasileiro

Por: Elite FM
Publicado em 01/05/2018

Embora não falte fome nem cliente, a criação de cordeiros no Brasil está longe de abastecer sequer o mercado interno. Em geral a produção é pouco tecnificada e de baixo valor agregado, o que limita os investimentos, segundo pesquisas da Embrapa.Com pouca organização, faltam informações, inclusive sobre o consumo. Estudos apontam para números que vão desde 0,7kg/habitante/ano a 1,5kg/habitante/ano, isto é, mais que o dobro. Para comparar: no caso da carne suína, uma das que ainda apresenta maior potencial de crescimento, são 15 kg consumidos por cada habitante todos os anos. O rebanho total de ovinos no Brasil é estimado em 18,4 milhões de cabeças conforme o levantamento mais recente do IBGE, o que, estima-se, garante apenas cerca de 20% do consumo de cordeiro por aqui. Todo o restante é trazido de países como Uruguai, Argentina Austrália e até Nova Zelândia. Principal produtor de frango e o segundo de suínos, quando o assunto é cordeiro, o Paraná responde por apenas 3% do rebanho nacional. Embora a concentração esteja no Nordeste do país, o Rio Grande do Sul, por exemplo, tem 3,5 milhões de cabeças e 19% de participação no efetivo nacional. Em Pato Branco o consumo de cordeiro é  reduzido. Acredita-se que esteja em torno de 10 cabeças por semana. Um grande supermercado de Pato Branco vende apenas um animal por semana. A carne de cordeiro se classifica entre duas categorias: quem ama e quem detesta. Os que detestam apontam o cheiro característico da carne mais acentuado, mas este cheiro mais forte está em animais mais velhos ou aqueles em fase de reprodução. Os cordeiros abatidos  dentro dos padrões, não tem cheiro estranho. 


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm