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Pesquisa mostra constrangimento para as mulheres no ambiente de trabalho

Por: Elite FM
Publicado em 17/02/2018

Realizado entre 26 de junho e 28 de agosto de 2017, o estudo obteve um total de 531 respostas de mulheres jornalistas, das quais 477 foram consideradas válidas, de um universo de 271 veículos diferentes. Pelo menos 73% das jornalistas entrevistadas afirmam já ter escutado comentários ou piadas de natureza sexual sobre mulheres no seu ambiente de trabalho; 92,3% disseram já ter ouvido piadas machistas em seu ambiente de trabalho; 46% apontaram que as empresas em que trabalham não possuem canais para receber denúncias de assédio e discriminação de gênero. O problema do assédio não fica restrito ao ambiente que reúne empregado e empregador e se estende no dia-a-dia, em situações diversas durante o exercício da profissão. Um dos grandes desafios das mulheres jornalistas na busca por informações é a abordagem direta com o entrevistado e demais fontes de notícia. Mais da metade (59%) das jornalistas que responderam à pesquisa disseram ter presenciado ou tomado conhecimento sobre colega assediada por uma fonte ou entrevistado. Das jornalistas entrevistadas, 64% assumiram já ter sofrido abuso de poder ou de autoridade de chefes e informantes. A pesquisa revela ainda que uma em cada dez jornalistas já recebeu, no exercício do trabalho, propostas ou demandas por favores sexuais em troca de algum benefício profissional ou material. Além disso, 70,4% admitiram já terem recebido cantadas que as deixaram desconfortáveis no exercício da profissão. Em uma ocasião uma jornalista ao solicitar entrevista a um deputado, em Brasília, ouviu esta resposta:” Pra você, só se for  o corpo inteiro”. A falta de apoio diante de uma denúncia faz com que muitas jornalistas deixem de denunciar um assédio. As mulheres preferem calar para não perder os empregos.


Fonte: Congresso em Foco