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Hiperregulamentados,um exagero ?

Por: Elite FM
Publicado em 14/02/2018

O ato de regulamentar é essencialmente sem custos para o regulador e só gera custos para os empreendedores e os consumidores. O fenômeno do nosso tempo não é o aumento dos impostos, mas o da regulamentação. A carga tributaria tem um limite natural , mas a regulação é potencialmente infinita. A regulamentação estatal está aumentando no mundo inteiro, mas por aqui talvez estejam exagerando. Cada dia é uma nova, até mais de uma por dia! Eis algumas das mais recentes: obrigatoriedade de manutenção periódica do ar-condicionado ; regulamentação do esporte eletrônico (imagine que lindo um sindicato de gamers!); multas para pedintes nas ruas; subsídios a food trucks que vendem comida local; criação de um novo tipo de carteira para carros automáticos; proibição de uso de celular em local de trabalho; proibição de cobrança para orçamentos ; proibição de desconto para mulheres em boates e bares; uma lei que define se a espuma da cerveja é cerveja ou não ou o tamanho do colarinho no copo de chopp; uma lei que dificulta a compra e o uso de fogos de artifício, e outra que quer proibi-los para não incomodar os cachorros (se o incômodo fosse para crianças, velhos e doentes ninguém ligava. É assim que se perde a liberdade, com uma regulamentação por dia.Muitas demandas vêm do lobismo de minorias organizadas diretamente interessadas. Esconder os interesses reais atrás do bem comum compensa. Vivemos em um país onde não é clara a diferença entre “irregular” e “não regulamentado”, ou entre “regulamentação estatal” e “regulamentação de mercado. Em, síntese  a maior parte das regulamentações se origina pela precária educação que não evoluiu em criticidade. A pessoa que tem senso crítico,por si só,sabe qual a melhor opção sem a interferência  da regulamentação do governo e do corporativismo. Além do mais  o próprio mercado se regula automaticamente pelo consumidor em suas escolhas.

 


Fonte: Gazeta do Povo