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Pirataria chega com força ao campo: 90% do feijão é ‘falsificado’

Por: Elite FM
Publicado em 09/02/2018

Sementes piratas trazem prejuízo de R$ 2,5 bilhões no Brasil. Especialistas alertam para os riscos legais e ambientais do uso não autorizado de sementes. A pirataria não é uma exclusividade de calçados, roupas, CDs e DVDs. Há anos ela está presente na agricultura e, recentemente, vem se intensificado, mostra estudo da Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas (APASEM) e da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM).O uso de sementes não certificadas nas lavouras traz prejuízo estimado de R$ 2,5 bilhões no país, e de R$ 464,1 milhões no Paraná, segundo as entidades. Diretor executivo da Apasem, Clenio Debastiani afirma que quatro dos principais cultivos do Paraná enfrentam o desafio de reduzir a pirataria. A estimativa é de que, no Paraná, a semente de soja ilegal represente 38% do total do cultivo. No trigo, o índice é de quase 30%. Para o feijão, as sementes piratas são 90%. “A estatística oficial para o milho é de 5%, mas no último ano esse dado explodiu. Podemos falar de 15% para mais. É a bola da vez”, afirma. A explicação para esse aumento envolve diversos fatores, constata o diretor-executivo: “O preço do milho está muito baixo, e como tem gente especializada em produzir semente pirata, criou uma comercialização paralela, fomentada pelo alto custo de produção e baixa rentabilidade [para o produtor]”.O feijão pirata chega a 90%  por ser a semente mais cara.A semente pirata corre o risco de não germinar e o agricultor não tem  para quem reclamar. 


Fonte: Gazeta do Povo