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De primeiro mundo: salário pago a professores estrangula contas de universidades públicas

Por: Elite FM
Publicado em 29/01/2018

Em média, o valor dos vencimentos desses docentes é 135% maior do que no setor privado. O sistema público de ensino superior no Brasil tem algumas peculiaridades. Uma delas é a gratuidade total, do primeiro ano da graduação ao último de doutorado, sem exigência de contrapartida financeira. Outra são salários proporcionalmente altos pagos aos professores de universidades federais. E não é um exagero afirmar que o valor médio se equipara ao de países de primeiro mundo. A OCDE, principal referência de dados para a educação, é quem diz. O estudo “Um Olhar sobre a Educação” de 2016 mostra que, no Brasil, os salários anuais de professores de universidades federais são de US$ 40 mil (R$ 133,7 mil) em média. Para os professores titulares (os mais bem pagos), a média é de cerca de US$ 76 mil por ano (R$ 254 mil). O valor está acima do pago na Noruega (US$ 73 mil) e próximo dos valores da Finlândia (US$ 80 mil) e Suécia (US$ 81 mil). Esses salários se refletem em gastos mais altos para o setor público: professores de instituições públicas recebem 135% mais do que os do setor privado. De acordo com dados do Censo 2015, um docente de universidade pública custa R$ 20.975,36 mensais para os cofres públicos, enquanto os professores do mesmo nível profissional na rede privada custam, em média, R$ 8.895,34. No ano passado, o pró-reitor de Recursos Humanos da Universidade Estadual de Londrina, Leandro Altimari, apontou que 35 docentes da instituição tiveram vencimentos maiores que R$ 30 mil na folha de pagamento do mês anterior. Questiona-se que os salários dos professores de universidades públicas são de primeiro mundo, mas isso não se reflete na produtividade do ensino como a de primeiro mundo. O número de patentes pleiteadas pelas universidades públicas é mínimo e isso representa  a mais evidente prova da precariedade do ensino.


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm