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A maior praga do Brasil se chama”Indicação Política”

Por: Elite FM
Publicado em 24/01/2018
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                                “Escrevo com o dicionário.Sem  dicionário não posso escrever”disse Gilberto Amado. E segundo o Novo(nem tão novo) Dicionário da Língua Portuguesa  de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira,que o Google assimilou facilitando a vida de quem colocou nos dedos parte da versatilidade linguística, diz que “praga” é : imprecação de males contra alguém, maldição, grande desgraça, calamidade, pessoa ou coisa importuna, abundância de coisas nocivas ou desagradáveis, designação comum a insetos e moléstias que atacam plantas e animais e por analogia” pessoas incapazes designadas por políticos para atacar recursos públicos em troca de benefícios”.

               Essa definição explica claramente que o Brasil, há muito tempo, paga o preço lastimável da deletéria praga das indicações políticas. É evidente que um governo deve se assessorar de pessoas de sua confiança, mas é sabido que esse governo é público e representa o país, cujos cidadãos têm o direito de saber qual a eficiência do contratado e como será aplicado cada centavo arrecadado. Desta forma deve haver critérios para essas escolhas, sendo a capacidade, a vida exemplar como cidadão brasileiro, as senhas para a indicação. Todavia, a prática é oposta, devido à praga que se instalou nas indicações, quando a primeira pergunta que se faz é:”Em que ,esta indicação pode me ser útil ? E nesse raciocínio, em cadeia, se preenchem  os quadros dos diversos  órgãos públicos, deixando claro o “dever” da contrapartida dos indicados. Por que  toda esta sanha vergonhosa da classe política em querer cargos, propor negociatas para galgar posições em áreas públicas onde há dinheiro disponível ”para o bem do povo” fazendo do “toma-lá-dá-cá “ o nome desta praga nojenta, asquerosa, infame e por favor”Aurélio” acrescente mais alguns nomes...E mais agressivo à nação é saber que na proposição de  projetos de reforma indispensáveis para o bem da nação, esses políticos só aprovariam se recebessem cargos ou favores em troca. Essa é a corja de mercenários  precisa ser escorraçada do cenário político pois são a origem das pragas.

             Exemplos de “fazendas” atacadas por essa praga ,Petrobras, BNDES, CEF, Estatais, Ministérios e contemplem-se todas as letras do alfabeto para completar o resumo desta ópera escabrosa e despontarão em tudo, nomes indicados por políticos. A administração pública está abarrotada de mazelas em todos os níveis pelos cargos em comissão, verdadeiros cabides de emprego para toda sorte de serviços subservientes, envolvendo a rapinagem do dinheiro público endereçado aos gabinetes parlamentares. No governo Lula, o loteamento de cargos estratégicos na Petrobras arrecadou propinas para campanhas eleitorais e enriquecimento ilícito  mais de R$ 40 bilhões. Até a corrupção foi institucionalizada no governo Lula.

           O Brasil que queremos, não é a fantasia dos 15 segundos que  a Globo está promovendo, mas, pela lógica, primeiramente, chocar a sociedade pela cenas horripilantes  de um país estraçalhado, para que este choque faça com que os 80% de analfabetos funcionais entendam que um país decente pode oferecer oportunidade muito mais eficiente que as tais de “bolsas” da dependência da miséria.

           2018 é o ano em que cada brasileiro tem o dever de participar ativamente das eleições  sabendo que  a classe política tem o voto como o seu maior medo. O voto é a vassoura, é a arma certeira, o sentimento de um dever de cidadania. Todavia a falta de criticidade, que em 500 anos de educação atingiu apenas 20% da população e nos  remete da Carlos Drummond de Andrade: No meio do caminho tinha uma verdade...E o caminho seguia com a falta de criticidade. Sem juízos de valor, como se comporta o eleitor ?

Laudi Vedana – Professor e Jornalista