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Gasto público com o ensino superior no Brasil é desproporcional ao número de alunos

Por: Elite FM
Publicado em 20/01/2018

O custo com obras em universidades no Brasil é elevado. O gasto com pessoal, permanente (já que inclui salários com estabilidade e garantia de aposentadoria)é altíssimo. O Brasil gasta, proporcionalmente, muito com o ensino superior e pouco com a educação básica, que – segundo estudos internacionais – deveria ser o foco do investimento público. Por causa da garantia de ensino gratuito para todos os alunos, inclusive os ricos, o ensino superior tem um custo altíssimo. Por isso, não faz sentido elevar ainda mais esses gastos quando há uma alternativa. Melhor seria priorizar os cursos superiores que atendam o interesse nacional e tenham pouca oferta no setor privado (como engenharia nuclear). Em um mercado cada vez mais dinâmico, é mais fácil para o setor privado acompanhar as demandas por profissionais com qualificações específicas. Novas profissões surgem com frequência, e outras perdem a relevância rapidamente. Por sua estrutura engessada e burocrática, as instituições públicas têm uma capacidade muito limitada de se preparar para essas evoluções, o que retarda o crescimento da mão de obra qualificada. As universidades particulares conseguem mais facilmente fazer  parcerias com o mercado. Nas universidades particulares há competição pela eficiência, enquanto que as públicas ficam mais estagnadas por dependerem de burocracia e recursos de orçamento. Apenas 14% dos brasileiros adultos chegam ao ensino superior  o que representa um custo desproporcional no investimento da educação.


Fonte: Gazeta do Povo