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Como a imprensa nos desinformou sobre bitcoin e o ofício da CVM

Por: Elite FM
Publicado em 19/01/2018

 A Comissão de Valores Mobiliários, órgão do Ministério da Fazenda que regula os investimentos em ações, títulos de dívida e cotas de fundos de investimento, lançou  um ofício de uma página e duas linhas sobre fundos baseados em criptomoedas.Se pudéssemos resumir o comunicado e traduzi-lo para uma linguagem de adolescentes, seria algo mais ou menos assim:” Geral tá falando sobre esse tal de bitcoin, essa coisa aí de criptomoedas. Vieram perguntar pra gente se tá tudo bem mexer com isso. Não temos muita ideia do que exatamente é um bitcoin, então vamos manter proibido por enquanto e acompanhar o que os gringos estão fazendo. Segura aí que daqui a pouco lançamos uma decisão final.”Fundos baseados em bitcoins ou em contratos futuros da moeda já não eram permitidos, mesmo antes do ofício da CVM. Criptomoedas não estão entre os bens considera ativos financeiros: títulos de dívida pública ou privada, contratos derivativos, ouro, cotas de fundos, ações, entre outros.Ou seja: o comunicado não proibiu nada que já não era proibido. Não traz em si nenhuma decisão, apenas uma resposta aos doze gestores de fundos que procuraram o órgão em busca de orientação sobre criptomoedas. Na verdade, é até possível fazer uma interpretação otimista do comunicado, pois a CVM deixou aberta a possibilidade de criar fundos baseados em criptomoedas. Esclareceu que bitcoin é um fenômeno novo demais, que pode até ser proibido por projetos de lei em discussão no Congresso, e que “todas essas variáveis vêm sendo levadas em consideração na avaliação da possibilidade de constituição e estruturação do investimento indireto em criptomoedas, sem que se tenha chegado, ainda, a uma conclusão a respeito dessa possibilidade”. Em resumo,é ainda um mar revolto, onde navegar representa risco concreto.


Fonte: Gazeta do Povo