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O consumo de carne estimula a “masculinidade tóxica”?

Por: Elite FM
Publicado em 18/12/2017

O que há de mito ou verdade nos recentes estudos sobre o consumo da proteína animal?  Agora, gira em torno de se o consumo de carne estimula a masculinidade “tóxica” ou “hegemônica”. A tempestade foi deflagrada pela disseminação de um artigo acadêmico sobre vegetarianismo na Argentina, publicado por uma pesquisadora dos Estados Unidos, e que vem sendo interpretado, por críticos de direita, como uma defesa da ideia de que quem come carne é cúmplice da opressão das mulheres. O que o estudo diz, no entanto, não é bem isso. Os conceitos de “masculinidade tóxica” e “masculinidade hegemônica”, embora interligados, não referem à mesma coisa. “Masculinidade tóxica” é o nome dado ao conjunto de características negativas associadas a estereótipos de “ser homem”, como “homem não chora”, “honra se lava com sangue”, etc. Já “masculinidade hegemônica” diz respeito principalmente ao conjunto de valores que define, numa determinada sociedade, o que é ser um “homem de verdade”, um “homem que é homem”. O debate sobre a relação entre machismo e consumo de carne é mais filosófico que científico. A hipótese de que haveria uma ligação fisiológica entre dietas contendo carne e comportamentos que poderiam ser classificados como dentro do espectro da masculinidade tóxica – como agressividade, por exemplo – já foi testada cientificamente, e descartada.


Fonte: Gazeta do Povo