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Brasileira admite atitudes corruptas e se defende ao dizer: “Todo mundo faz”

Por: Elite FM
Publicado em 01/11/2017

 Este é o enorme problema dos brasileiros, na melhor das hipóteses, o brasileiro médio ainda vê irregularidades em pequenas corrupções, mas se justifica pensando que “todo mundo faz” ou que “tem coisas bem piores”; e, na pior das hipóteses, a consciência já está tão amortecida que a pessoa nem sequer enxerga corrupção ou desonestidade no que faz. Isso poderia explicar por que alguém se define como honesto ao mesmo tempo em que consente com pequenas corrupções e até mesmo com traições a quem lhe é mais caro – e, curiosamente, “honestidade” ficou apenas em décimo lugar quando os entrevistados da Pesquisa Nacional de Valores 2017 tiveram de descrever os comportamentos que gostariam de ver prevalecer no país (os itens mais citados foram “cuidados com a saúde”, “justiça” e “paz”).Um equívoco a evitar, quando falamos das “pequenas corrupções”, é o de igualá-las às grandes roubalheiras – há, sim, enorme diferença moral entre um “gatonet” e o petrolão. O furador de fila que pensa que “há quem faça coisas muito piores” até preserva essa noção de que há atos de maior e menor gravidade; seu problema é outro, o de usar esse raciocínio para se absolver, como se não estivesse fazendo nada de errado. Escapa, assim, de um extremo para cair no outro. Daí a importância das diversas campanhas têm chamado a atenção do brasileiro para as pequenas corrupções do dia a dia: nossa tolerância com essas ações deixa o flanco aberto para que o país continue a ser saqueado por grandes corruptos que, lembremo-nos, não caem do céu nos palácios de governo e parlamentos.  


Fonte: Editorial Gazeta do Povo