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Corset, tight lacing e cintas modeladoras: afinar a cintura pode trazer riscos

Por: Elite FM
Publicado em 10/09/2017

Na contramão dos movimentos femininos que prezam pela liberdade de formas e roupas, grupos no Facebook reúnem mais de 150 mil mulheres adeptas do espartilho; mas até que ponto isso é saudável? Mulheres de todas as idades e etnias têm desafiado algumas regras impostas pela sociedade – ser magra demais, ter cabelos lisos e compridos, ficar livre de celulites. Algumas, porém, encontraram o empoderamento justamente no símbolo que representa uma época de “ditadura” da beleza feminina de quatro séculos atrás: o corset. Com grupos no Facebook, a comunidade soma mais de 150 mil brasileiras adeptas à prática do tight lacing para moldar formas e diminuir medidas.“Cerca de 300 novas mulheres são adicionadas toda semana”, afirma Flávia Cristiano, de 35 anos. Mineira radicada há 17 anos em Curitiba, ela criou o grupo “Tight Lacing e Corset Style” em julho de 2015 – hoje, são aproximadamente 53 mil participantes.Segundo a tight lacer, o espaço foi criado para compartilhar experiências, dicas e alertas sobre a prática. “É muito sério. Deixo clara a importância de passar por todos os médicos”, afirma. Médicos? Sim. Para começar a vestir um espartilho, é preciso fazer uma série de avaliações prévias com ortopedistas, gastroenterologistas e até angiologistas. Mas, apesar de alguns dos grupos compartilharem listas colaborativas de profissionais que “recomendam” o uso do corset, os especialistas não incentivam a prática.


Fonte: Gazeta do Povo