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Maior risco à saúde por abuso de álcool se concentra em três fases da vida

Por: Elite FM
Publicado em 23/03/2021
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Terceira idade é péssimo momento para exceder no consumo de álcool, assim como, principalmente, em duas outras fases da vida-Foto: Bigstock

Há muito se fala sobre os efeitos nocivos do álcool, quando consumido em excesso. Tanto que pesquisadores da Austrália e do Reino Unido realizaram um estudo que aponta evidências de maiores prejuízos do álcool ao cérebro, principalmente em três períodos da vida, nos quais há mudanças cerebrais dinâmicas, sendo eles: gestação, adolescência e terceira idade. Eles afirmam que as mudanças no neurocircuito acarretadas nesses três períodos tendem a aumentar a sensibilidade aos efeitos neurotóxicos do álcool. Na gestação, período que possui extensa produção, migração e diferenciação de neurônios, a ingestão de álcool pela mãe pode ocasionar a síndrome do Alcoolismo Fetal (FAS), tendo no Brasil de 1,5 a 3 mil casos por ano. As consequências disso são a redução generalizada no volume cerebral e o prejuízo cognitivo, a interrupção da criação de novos neurônios que acarreta lesões ligadas a funções cognitivas como a consolidação de novas memórias e ao processo de criação.E mesmo o consumo baixo ou moderado de álcool durante a gravidez está significativamente associado a piores resultados psicológicos e comportamentais em crianças, observam os pesquisadores. Já durante a adolescência, o consumo de bebidas alcoólicas promove a poda sináptica, ou seja, as conexões neurais são eliminadas. No Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 26,8% dos jovens entre 15 e 19 anos relatam que consomem, ocasionalmente, bebida alcoólica em excesso. "Esse comportamento está ligado à redução do volume cerebral, desenvolvimento de substância branca mais pobre e déficits em uma faixa de funções cognitivas" acrescentam os especialistas. Na terceira idade, a partir dos 65 anos, inicia-se a atrofia cerebral, na qual há diminuição no tamanho dos neurônios e redução no número de sinapses. Em todo o planeta, 50 milhões de pessoas vivem com demência, número que pode triplicar em 30 anos, de acordo com o Relatório Mundial sobre Alzheimer, de 2017.


Fonte: Gazeta do Povo