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Projeções de crescimento, juros e inflação para 2022 são otimistas?

Por: Elite FM
Publicado em 23/03/2021
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Foto: Marcelo Andrade/Arquivo Gazeta do Povo

As previsões econômicas em fevereiro de 2021 apontavam para um crescimento do PIB de 3,5% em 2021 e 2,5% em 2022 e de inflação de 3,4% para os próximos dois anos. Estimava-se que a Selic fechasse 2021 em 3% e crescesse para 4,5% no ano seguinte. Você considera que estas projeções são otimistas ou pessimistas? E quais os possíveis impactos deste cenário econômico para o atual governo no segundo semestre de 2022? Algum grupo político pode ser beneficiado? Pedro Fernando Nery, doutor em economia, consultor legislativo no Congresso Nacional revela: ”Parecem-me projeções realistas, mas é evidente que existe muita incerteza, mais que em anos normais. A evolução da economia depende da evolução da pandemia. Teremos terceira onda? Quanto tempo demorará para a vacinação da população? Quanto tempo dura essa imunidade? Hábitos antigos serão retomados rápida ou lentamente? A depender dessas respostas podemos crescer mais, ou menos. Existem duas visões sobre o impacto da economia em 2022. Uma é que, embora o crescimento seja modesto, o clima de alívio pela volta à normalidade, recuperação gradual dos empregos, provoque um otimismo favorável ao governo atual. A segunda visão é que, mesmo crescendo, haverá insatisfação porque a crise foi muito devastadora, e veio depois de uma recessão ainda mais forte em 15-16. Em 2022, o PIB per capita estará bem abaixo do que era antes dessas crises. Pode haver um mal estar, até porque a recuperação tende a ser desigual, e em 2022 ainda devemos ter desemprego e pobreza altos em relação aos últimos anos. Em 2022 o governo poderá estar comemorando taxas de crescimento historicamente altas, porque se darão sobre um nível de atividade muito baixo, derrubado pela pandemia. Já oposições poderão fomentar a narrativa de que antes as coisas eram melhores ou mesmo que a desigualdade aumentou, que a situação de muita gente ainda é ruim. Infelizmente  o país tem um Congresso, onde  a  absoluta maioria  está mais preocupada com reeleição do que apontar soluções sustentáveis para amainar os problemas da pandemia. Congresso que gasta R$ 1 milhão por dia deveria repensar suas atitudes e o eleitor ficar antenado para fazer uma limpeza ética e moral na escolha dos candidatos.


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm