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O que será da “poupança forçada” feita pelas famílias em 2020, e como isso afeta o consumo

Por: Elite FM
Publicado em 22/03/2021
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Com avanço da Covid, famílias tendem a conter o consumo e demorar mais a gastar a “poupança forçada” que fizeram em 2020-Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil 9

O avanço da pandemia de Covid-19 levou os brasileiros a fazer uma "poupança forçada", guardando pouco mais de R$ 265 bilhões no segundo e terceiro trimestres do ano passado, o equivalente a 12% do consumo do período, segundo estudo feito pelo Centro de Estudos de Mercado de Capitais (Cemec) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).Embora já tenha havido resgates em aplicações como a caderneta de poupança neste início de ano, há divergências sobre quanto do dinheiro acumulado ao longo de 2020 será gasto em 2021 e, portanto, sobre qual será a contribuição dele para a retomada econômica. Economistas têm visões distintas sobre a questão. O governo, enquanto isso, faz uma leitura positiva do cenário e acredita que o dinheiro guardado "fortalecerá a recuperação". Dois fatores explicam o acúmulo de recursos em 2020, explica Carlos Antônio Rocca, coordenador do estudo: o afastamento social reduziu o consumo de bens e serviços, e o aumento das incertezas na economia, no emprego e nos negócios fizeram com que as famílias retivessem recursos. Um dos termômetros do comportamento de precaução das famílias pode ser visto na perda de participação do consumo das famílias no PIB em parte do ano passado. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esta proporção caiu de 64,3% no primeiro trimestre do ano passado, índice próximo à média histórica, para 61,2% no segundo e terceiro trimestres de 2020. Apenas no quarto trimestre ela retornou para perto do patamar tradicional, chegando a 63,9%.O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, aponta que essa “poupança forçada” foi feita principalmente pelas classes média e alta.


Fonte: Gazeta do Povo