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Espalhando seus erros pelo mundo

Por: Elite FM
Publicado em 21/03/2021
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Lenin e a esposa (no banco de trás do carro) após um desfile de Primeiro de Maio, em 1918-Foto: Pyotr Novitsky/Domínio público

O remédio inventado por Lenin e Trotsky, a total supressão da democracia, é pior do que o mal que pretendia curar.A opinião acima não foi expressa por nenhum conservador anticomunista, nem, tampouco, por algum dissidente da Cortina de Ferro. Sua autoria é de Rosa Luxemburgo, na célebre crítica que dirigiu ao golpe bolchevique de outubro de 1917, segundo ela uma traição ao verdadeiro espírito revolucionário de fevereiro. A fundadora do Partido Comunista da Alemanha não estava sozinha. Dentro da própria esquerda socialista, houve na época quem percebesse o perigo da centralização de poder inerente ao projeto bolchevique. Como se sabe, os desdobramentos subsequentes deram-lhes razão. O pretenso remédio bolchevique era, em verdade, o mais poderoso dos venenos.  A Rússia de fato “espalhou os seus erros pelo mundo”. Os regimes comunista e nazista assassinaram,juntos, cerca de 120 milhões de pessoas em pouco mais de 50 anos. Desse total, os regimes soviético e chinês são, sozinhos, responsáveis diretos por cerca de 97 milhões, ou mais de 80%. Mas, por incrível que possa parecer, a contribuição dos nazistas para essa macabra estatística de democídio (termo cunhado pelo autor para qualificar o extermínio perpetrado por governos contra o seu próprio povo) é até modesta se comparada aos feitos dos regimes comunistas liderados por tipos como Stalin, Mao Tse-tung, Pol Pot et caterva. Daquele total de mortos, os regimes soviético e chinês são, sozinhos, responsáveis diretos por cerca de 97 milhões, ou mais de 80%. É, pois, espantoso que, passados 100 anos da revolução destinada a promover a maior carnificina da história, uma parcela considerável das nossas classes falante e política continue a celebrá-la como grande feito humanista, um evento que, apesar de haver “degenerado” em totalitarismo, teria sido, na origem e em essência, historicamente positivo. Se a revolução era boa, Stalin é que a corromperia – eis o cerne da interpretação contemporânea, que tem orientado a abordagem da nossa intelligentsia sobre o tema. 


Fonte: (Flávio Gordon)