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A Associação Comercial do Paraná (ACP) quer pedágios sem qualquer outorga e leilão pela menor tarifa possível

Por: Elite FM
Publicado em 17/03/2021
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Pedágios no Paraná são uma caixa preta diz o presidente da ACP- “Fomos vergonhosamente enganados, surrupiados e pífio retorno”. Foto: Aniele Nascimento/Arquivo/ GP

A Associação Comercial do Paraná (ACP), entidade que agrega mais de 30 mil associados defende que os novos contratos de concessão de rodovias sejam transparentes e abertos para sugestões da sociedade. A entidade também apoia um modelo baseado na menor tarifa possível e sem qualquer tipo de outorga onerosa. Os valores cobrados hoje nas praças de pedágio, nas palavras de Turmina, são “escandalosos” e poderiam ser reduzidos à metade se as novas concessões forem definidas de forma honesta e sem a ingerência dos que negociaram o malfadado contrato antigo, pois “fomos vergonhosamente enganados, surrupiados por contratos muito bem feitos (para a corrupção). Nas contas do presidente da ACP, da metade do que é pago pelos usuários, uma parte é direcionada pelas concessionárias para o pagamento de impostos; a outra parte entra como taxa de administração. O problema está na outra metade do valor, que segundo Turmina vai parar em uma “caixa-preta”. “São 29% de impostos e 20% de taxa de administração, o que é uma bela quantia para a concessionária. Só aí dá metade do valor. De cada R$ 10 pagos sobram R$ 5, que é para fazer obras. Vai contabilizando esse dinheiro e calcula quantos quilômetros de obra dá para fazer por mês. No que foi gasto todo esse dinheiro que foi pago nas praças? Não houve investimentos significativos. Ninguém sabe quanto foi arrecadado e para onde foi. É uma caixa-preta.Estamos aí há mais de 20 anos sem duplicar quase nada. Inadmissível não ter a BR-277 de foz a Curitiba totalmente duplicada. “Para quem está acostumado a pagar mais de R$ 20 de pedágio sem obras, se pagarmos R$ 10 e tiver obras está muito bom”, avaliou. “Esse pedágio que está aí é escandaloso, é muito caro, onera diretamente toda a cadeia de produção. O que precisamos é de um contrato honesto e que transforme em obras o dinheiro pago”, concluiu.


Fonte: Gazeta do Povo