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Inflação de alimentos dispara na Argentina após meses de controle de preços

Por: Elite FM
Publicado em 10/03/2021
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Uma mulher ao lado de imagens do presidente da Argentina Alberto Fernandez (L), da vice-presidente Cristina Fernandez de Kirchner-Imagem ilustrativa-Foto: Ronaldo SCHEMIDT / AFP

A inflação de alimentos na Argentina está maior do que a inflação geral nos primeiros meses de 2021 e a tendência deve continuar, apesar das tentativas de controle de preços por parte do governo do presidente Alberto Fernández. Há uma inflação represada pelo programa de controle de preços de insumos alimentares básicos, instituído na Argentina no começo da pandemia.A inflação na faixa de 50% não é uma previsão. É uma realidade. A taxa anualizada dos últimos 5 meses dá 55%. Em março de 2020, no começo da pandemia, Fernández aproveitou o já existente programa “Precios Cuidados”, que em resumo é uma lista de produtos de consumo massivo cujos preços são estabelecidos em negociação entre o governo e empresas, para instituir o plano “Precios Máximos”, que congelou preços de vários produtos industrializados nos setores de alimentação e higiene, considerados pelo governo de primeira necessidade. Contudo, diante da pandemia, o governo Fernández instituiu o “Precios Máximos”, não voluntário, congelando preços de itens básicos de alimentação e higiene a valores exigindo que os fabricantes não deixassem faltar esses produtos nos supermercados do país. Os preços ficaram congelados durante meses.Algumas empresas passaram, então, a não entregar toda a produção que haviam prometido ao governo e alguns produtos incluídos no programa começaram a faltar nas gôndolas dos supermercados – principalmente azeite e farinha. Já em 2021, o governo argentino anunciou que estenderia o “Precios Máximos” até o fim de março. Mas por pressão dos empresários, vários produtos já começaram a sair da lista do programa, o que explica a alta inflação de alimentos no país no começo deste ano.Os empresários argentinos estão diante de um dilema: Vender produtos abaixo do custo de produção.O governo não tem margem política para encarar uma solução definitiva para este problema. Não pode congelar a taxa de câmbio, pois não tem reservas suficientes. O índice de pobreza,está em 50%”. O governo argentino não é capaz de fazer frente aos desafios tão complexos que se apresentam. Sem reservas em dólar, inflação de 50%,empresas quebradas por trabalhar no vermelho, incapacidade de atrair investimentos, empresas deixando a Argentina, enfim um cenário  muito distante do que a próspera Argentina apresenta há alguns anos, sendo mais uma prova de que o esquerdismo nunca apresentou nada de positivo no mundo.


Fonte: Gazeta do Povo