Índice de Liberdade Econômica: o Brasil está estagnado na lanterna - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Índice de Liberdade Econômica: o Brasil está estagnado na lanterna

Por: Elite FM
Publicado em 08/03/2021
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Reprimido: o Brasil continua a ser um péssimo país para fazer negócios-Foto: Pixabay/Gazeta do Povo

A notícia não é boa - e nem é surpresa. Depois de 15 anos despencando no Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, o Brasil registrou uma pequena melhoria em 2020, e voltou a perder pontos no ranking em 2021, ainda que tenha galgado uma posição. Em uma lista de 178 países, classificados como “livre, “majoritariamente livre”, “moderadamente livre”, “quase reprimido” e “reprimido”, o Brasil segue na lanterna dos “quase reprimidos”, na 143ª posição. Em termos de trajetória, a economia brasileira perde até para a de Cuba: enquanto o Brasil perdeu 0,3 ponto, a ilha socialista ganhou 1,2, ainda que seja a terceira nação com menos liberdade econômica do mundo. Na posição em que está, o Brasil está mais próximo da base do ranking - finalizado pela Venezuela e pela Coréia do Norte - do que do topo, onde figuram Singapura, Nova Zelândia, Austrália, Suíça e Irlanda. Nosso déficit já era de 95 bilhões em 2019. Em 2020, chegamos a 743 bilhões. E qual é o problema de ter uma dívida tão alta? “Se os credores começarem a desconfiar da nossa capacidade de pagar, vão exigir juros cada vez maiores. No limite, a consequência de adquirir uma dívida impagável é a moratória e ninguém quer investir em um país quebrado. Para piorar, há as influências externas no Judiciário. O país tem dificuldade de implementar câmeras de arbitragem e fica preso nessa ineficiência sistêmica. A crítica à integridade governamental mencionada no ranking se refere a uma velha conhecida dos brasileiros: a corrupção. “Do Petrolão às rachadinhas, ela continua acontecendo. A gente está acostumado a olhar para o governo federal e para os estados, mas há prefeitos ajudando a população a fraudar cadastro de Bolsa Família. E é justamente nessas pequenas instâncias que começa a captura do Judiciário”, completa.


Fonte: Gazeta do Povo