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Diário do Sudoeste entrevistou o promotor Raphael Alberto Soares que deixa Pato Branco e vai para Curitiba

Por: Elite FM
Publicado em 07/03/2021
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O promotor Raphael Alberto Soares que deixa Pato Branco e vai para Curitiba- Foto-Arquivo-Rodinei Santos

- Como foi trabalhar em Pato Branco? Foi desafiador e realizador ao mesmo tempo. Também cumpri o sonho do meu falecido pai, que era cartorário e por muitos anos tentou vir trabalhar aqui e não conseguiu. - Qual foi o maior desafio? Ser beltronense em Pato Branco.- O que mais assustou na realidade local? Descobrir a história do bairro São João.- Qual o momento de maior alegria/satisfação ao exercer a função por aqui? As adoções concretizadas.- Como foi o trabalho desenvolvido junto ao Conselho Tutelar? Temos bons conselheiros tutelares. Alguns realmente excelentes. De modo geral as cidades estão bem atendidas. O órgão como constituído em lei possui alguns desafios a serem vencidos, aperfeiçoado.- Como você avalia a realidade e a ressocialização dos jovens em Pato Branco? A rede de atendimento é fantástica. Os profissionais engajados e competentes. O problema são as famílias dos adolescentes, o envolvimento deles com o tráfico.- Qual o problema mais recorrente que acaba levando os jovens ao Centro de Socioeducação (Cense)? A situação é preocupante? Tráfico de drogas. A situação é desesperadora.- Qual a atual situação do Cense de Pato Branco? A unidade possuiu profissionais incrivelmente bons. O problema é a estrutura física, o prédio.- Como está o andamento da implantação da nova estrutura? Há uma ação civil pública julgada procedente aqui e atualmente em recurso no TJPR. O Estado vai ganhando tempo e administrativamente não há movimentação.- Quais principais benefícios para os jovens e para a sociedade? Levados para a delegacia e soltos logo após. Isso é bom? A questão da violência reduziu ou aumentou com a pandemia? Aumentou. Casos de violência física e psicológica. Maior parte contra crianças.- Qual o seu entendimento sobre a volta às aulas presenciais nesse momento pandêmico? Considera prematura ou necessária? As escolas estavam fechadas para o presencial desde o começo da pandemia. Então prematuro não. Nunca. Na verdade perdemos a chance de retornar em setembro/outubro de 2020.O retorno é necessário pelas perdas que os alunos já enfrentaram e também por não ser a escola o ambiente causador da atual situação. Lembrem, estavam fechadas.- O que ainda precisa ser feito em Pato Branco para proteger e auxiliar crianças e jovens, principalmente os mais vulneráveis? Não só Pato Branco, o Brasil precisa dar à educação a mesma importância que dá ao futebol, aos jogadores de futebol e a bebida. Precisa ser o sonho das famílias e não pode faltar.- As políticas públicas nessa área são suficientes? Nunca serão.- Quais são as alternativas? Cumprir a Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), dando prioridade absoluta às políticas para criança e adolescentes. 


Fonte: (Diário do Sudoeste)