Promessas de “corte na carne” para financiar combate à pandemia fracassam no Congresso - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Promessas de “corte na carne” para financiar combate à pandemia fracassam no Congresso

Por: Elite FM
Publicado em 06/03/2021
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Então presidente da Câmara, Rodrigo Maia fala sobre covid, em março de 2020, mas “Corte na carne” só se for picanha na nossa mesa” - Foto: Agência Câmara

Para o Congresso também se aplica a ideologia do:”Faça o que eu digo,mas não faça o que eu faço.” O Congresso brasileiro gasta R$ 1 milhão por dia,mas” não mexam em nossas mordomias”. Esse é o recado que os representantes do povo passam para seus eleitores. O "corte na carne" ficou na promessa. Propostas para retirada de recursos da classe política e transferência destas verbas para a rede pública de saúde, que se repetiram aos montes no início da pandemia de coronavírus, não avançaram no Congresso Nacional. Passado quase um ano do começo da crise da Covid-19, as proposições de "corte na carne" acabaram se acumulando nas gavetas virtuais da Câmara e do Senado.Fica o recado para o eleitor de deixar  também na gaveta o nome desses representantes para a próxima eleição.As proposições continham ideias como repasse dos recursos do Fundo Eleitoral para o Sistema Único de Saúde (SUS); a autorização para que partidos pudessem doar as verbas do fundo partidário, que hoje só podem ser utilizadas em suas atividades internas; o corte de salários de deputados federais e senadores; e também a diminuição dos vencimentos dos servidores do Congresso Nacional, sob a alegação de que as casas legislativas teriam o funcionamento reduzido. Nenhuma das propostas com estes teores chegou a ir a votação. Os projetos não superaram nem sequer as barreiras iniciais da tramitação no Congresso, como a designação de um relator. Alguns foram apensados a projetos antigos — "apensar", no jargão do Legislativo, significa unir duas ou mais propostas de caráter semelhante, de forma a evitar trabalhos repetitivos."Os projetos foram todos engavetados. Eles diziam 'legal, ótimo', mas não deixavam avançar. Quem pauta os projetos é o presidente da Câmara, e o presidente pauta o que tem consenso. Então os líderes pressionavam para votar o que eles entendiam como prioritário, e não eram essas propostas de corte na carne, que, afinal não seria deles  e sim  para o povo. Esse é mais um povo que se acrescenda à pesquisa:”Partidos e políticos são as duas classes mais desacreditadas do país).A vassoura da limpeza é o voto e o que mais mete medo aos políticos é a ”vassoura do voto”.


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm