Muita ideologia e baixo impacto científico. Como melhorar as pesquisas em Ciências Humanas? - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Muita ideologia e baixo impacto científico. Como melhorar as pesquisas em Ciências Humanas?

Por: Elite FM
Publicado em 03/03/2021
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Áreas de Humanidades passam por aumento de aportes, mas precisam dialogar com os interesses da população comum, dizem pesquisadores-Foto: Pixabay/Gazeta do Povo

O investimento de recursos públicos para pesquisa científica nas áreas categorizados como Ciências Humanas – a exemplo de Filosofia, Artes, Sociologia, História, Educação, Literatura e Comunicação – vive uma “crise de legitimidade” perante parte da opinião pública.De um lado, nota-se a importância dessas áreas de conhecimento e sua indiscutível contribuição para a compreensão do mundo e do funcionamento da sociedade;o entendimento das organizações e expressões políticas e o desenvolvimento das ideias de democracia, liberdade e justiça; a comunicação social e as várias formas de expressão; e a transmissão do conhecimento humano por meio do desenvolvimento dos métodos de ensino, por exemplo. Na outra ponta, entretanto, há uma preocupação legítima do “cidadão comum”, que não tem visto os recursos públicos alocados nas áreas de Humanidades trazerem soluções aos problemas da sociedade: “O debate sobre quais são os retornos reais que a pesquisa científica em Humanidades traz para a população não é uma exclusividade do Brasil – é um fenômeno detectado em vários países e há uma literatura específica a respeito. A impressão que se tem é que enquanto a sociedade foi para um lado, a universidade foi para o outro. Existe um descompasso entre as Ciências Humanas e a sociedade em geral”, aponta um pesquisador e professor universitário de História ouvido pela reportagem, que preferiu permanecer no anonimato por medo de ser perseguido. Essa preocupação mais acentuada com o retorno do investimento nas áreas de Humanidades pode se agravar em momentos de instabilidade econômica, mas também em períodos em que o aporte de recursos públicos nos saberes humanísticos passa por aumentos mais acentuados. 


Fonte: Gazeta do Povo