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“Vamos fazer dinheiro e jogar no mar”: como golpistas fraudaram o auxílio emergencial

Por: Elite FM
Publicado em 01/03/2021
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Usando dados das vítimas “comprados” na internet e aplicativos para burlar o sistema de pagamentos-Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Causa espanto em tempos de eficientes tecnologias haver tanta fragilidade exatamente para assaltos ao dinheiro público. As últimas parcelas do auxílio emergencial foram pagas nesta semana, mas, a julgar pela mobilização de governadores e congressistas, é possível que o benefício seja restabelecido nos próximos meses. O auxílio começou a ser pago em abril de 2020, para amparar parte da população que perdeu renda por causa da pandemia de Covid-19, e desde então estelionatários se aproveitaram de brechas no sistema de pagamento para receber o dinheiro no lugar de pessoas que realmente teriam direito a ele. A Polícia Federal tem realizado operações conjuntas com outros órgãos para combater esse tipo de crime e já fez prisões em diversos estados. Conforme um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgado em agosto, cerca de R$ 42 bilhões haviam sido pagos indevidamente apenas até aquela data. Segundo fontes em grupos de investigação da polícia, a grande dificuldade em mensurar os danos causados pelas fraudes em todo o país se dá pela descentralização do crime. Golpistas do país todo atuaram na fraude, sem uma organização única comandando o esquema. Há vídeos e fotos que mostram fraudadores celebrando e ostentando dinheiro e bens que compraram graças ao golpe. Também teve acesso a trechos de conversas em redes sociais e aplicativos como WhatsApp e Telegram que revelam o comércio indiscriminado de listas de CPFs, programas para checagem de CPFs ativos e também aplicativos "burladores", usados para "enganar" o sistema de autenticação do Caixa Tem, meio escolhido pelo governo para fazer o pagamento do auxílio. A facilidade para burlar o sistema e conseguir dinheiro é celebrada por um criminoso que oferece seus serviços. “Vamos fazer dinheiro e jogar no mar”, escreveu ele num grupo do Facebook.


Fonte: Gazeta do Povo