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Deltan diz que há 3 frentes de desmonte da Lava Jato e fala como conter retrocessos

Por: Elite FM
Publicado em 24/02/2021
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Procurador Deltan Dallagnol, ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba-Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

Ex-coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, o procurador Deltan Dallagnol afirma que a dissolução da força-tarefa de Curitiba, no início do mês, compõe um cenário maior de desmonte das ações de combate à corrupção no país.  Deltan afirmou que esse desmonte se concentra em três frentes: a perda de ferramentas de combate à corrupção, a possibilidade de anulação de sentenças e a ofensiva para punir investigadores da operação. Mas ele também disse que é possível para a sociedade conter os retrocessos por meio do apoio aos "homens públicos que lutam pela integridade nos três poderes", elegendo políticos comprometidos com a agenda anticorrupção e participando da política de forma apartidária. Deltan comentou publicamente, pela primeira vez, sobre o recém-aberto inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que apura a suposta atuação da Lava Jato para intimidar ministros da Corte. O ex-coordenador da Lava Jato falou ainda sobre as mensagens hackeadas da Lava Jato; abordou críticas do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes à operação; contou quais ameaças vê ao combate à corrupção vindas do STF e do Congresso; e comentou sobre os rumores de que pode concorrer nas eleições de 2022. Deltan disse que a Lava Jato revelou que o Brasil é governado em grande medida por alianças que buscam poder, riqueza ilícita e impunidade. Mais que isso, a Lava Jato rompeu a impunidade e colocou em risco o poder e a riqueza dos corruptos. A vara vergou, mas não quebrou, e agora volta com muita força. Os investigados, os réus e outros que poderiam vir a responder pelos mesmos crimes ocupam posições e têm aliados nos mais diversos poderes e instâncias da esfera pública e privada.Um terço do Congresso está envolvido em acusações de corrupção. Como resultado, são os amplos retrocessos que vemos hoje. Por isso é importante reconhecer e apoiar os homens públicos que lutam pela integridade nos três poderes, remando contra essa forte corrente. A corrupção continua sendo apontada como o principal problema do Brasil e será palco decisivo para as próximas eleições. 


Fonte: Gazeta do Povo