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Entre o progressismo e a tradição: como a política influencia o carnaval

Por: Elite FM
Publicado em 18/02/2021
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O Cristo proibido da Beija-Flor: política e folia na avenida| Foto: Reprodução/Wikipédia/www.gazetadopovo.com.br

“Entrou o ano, entrou o carnaval; e acontece isto por este Brasil em fora. O carnaval é hoje a festa mais estúpida do Brasil. Nunca se amontoaram tantos fatos para fazê-la assim. Nem no tempo do entrudo ela podia ser tão idiota como é hoje. O que se canta e o que se faz são o suprassumo da mais profunda miséria mental. Sobram conservadores mal-humorados com o carnaval.” Lima Barreto, o autor do trecho acima, é um deles. A origem da festa, afinal, tem o seu quê de revolucionária - ainda que passe muito longe do que se convencionou chamar de “esquerda” ou “direita”. A maioria dos relatos apontam para a celebração da Saturnália no Império Romano, celebrada em meados de dezembro e regada a música, dança, comilança e libertinagem. Algumas fontes recontam a história do carnaval desde a Grécia Antiga, quando a chegada da primavera era saudada com os raros dias de festa em que toda a população estava autorizada a participar na teoria em que “não existe pecado” entre sexta-feira e a Quarta-feira de Cinzas.” Ninguém menos do que Charles Darwin foi vítima do que ele descreveria como “os perigos do carnaval”: “achamos muito difícil manter a nossa dignidade enquanto caminhávamos pelas ruas”. Dos povos negros escravizados na Bahia surgiria o samba - que criaria raízes no Rio de Janeiro do início do século XX. À mesma época, surgia do Andaraí a primeira marchinha de carnaval, “Ô Abre Alas”, de Chiquinha de Gonzaga. 


Fonte: Gazeta do Povo