Sindicatos recorrem à judicialização e a greves para impedir volta às aulas presenciais - Elite FM 101.7 - Energia positiva no ar!

Sindicatos recorrem à judicialização e a greves para impedir volta às aulas presenciais

Por: Elite FM
Publicado em 10/02/2021
img
Estudo com 191 países mostra que foi um erro manter as escolas fechadas-Foto: Reuters / Adriano Machado

Com mais de 40 semanas sem aulas presenciais na maioria das escolas públicas do país, o Brasil está entre os últimos lugares quando o assunto é a reabertura das instituições de ensino. O prejuízo é amplo e não se restringe a perdas educacionais. Além de impactos diretos no aprendizado, o período prolongado de aulas presenciais suspensas tem favorecido a evasão escolar (mais de 4 milhões) e gerado impactos na saúde mental e física, além de prejuízos à alimentação de crianças carentes e maior exposição a violência, especialmente por parte de alunos cujos pais trabalham fora de casa e não têm um local seguro para deixá-los durante o dia. Mesmo diante dessa situação, com entidades como Unicef e organizações médicas pedindo o retorno às aulas presenciais de acordo com os protocolos de segurança adequados, sindicatos que defendem professores e demais profissionais de educação, no Brasil, têm lançado mão de greves e investidas judiciais contra estados e municípios com o objetivo de impedir a volta às aulas presenciais no início do ano letivo de 2021 até que haja vacinação em massa contra a Covid-19. Esse sindicalismo vai contra o que todos os países  consideram prioridade e  relega a educação a segundo plano. Estudo com 191 países mostra que manter escolas fechadas durante a pandemia é um erro. Evidências científicas atestam que as crianças representam menos de 10% dos casos de Covid, têm baixo número de internações e de mortalidade (de até 0,3%) e não são grandes disseminadoras do vírus (a maioria é assintomática ou apresenta sintomas leves e, desta forma, transmitem menos). Por isso, estados e municípios têm buscado favorecer o retorno seguro principalmente para alunos mais carentes que possuem dificuldades no acesso à internet e para aqueles cujos pais precisam trabalhar fora e não têm um local seguro para deixar os filhos durante o dia. Espera-se que o bom senso predomine ou que a Justiça entre em ação para o bem comum da sociedade e haja o retorno presencial das aulas. 


Fonte: Gazeta do Povo e Elite Fm