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Escolas fechadas, falta de protagonismo e de qualidade: os desafios do MEC em 2021

Por: Elite FM
Publicado em 02/03/2021
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Prédio do Ministério da Educação. Pandemia somou à educação desafios e gargalos já existentes.Foto-Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pandemia causou um prejuízo incalculável à educação no Brasil. Para especialistas não há outra saída: é preciso que o Ministério da Educação (MEC) assuma seu papel de protagonista e articulador nacional, abandone o rótulo de incipiente e enfrente os desafios de 2021 com mais agilidade. E os dilemas não são poucos: a volta às aulas com segurança, a recuperação dos conteúdos perdidos durante a pandemia, orçamento apertado, a implementação do Fundeb, entre outros. Além disso, Milton Ribeiro, titular da pasta, terá de enfrentar problemas ideológicos e políticos. O retorno às aulas, de forma segura e planejada, é o primeiro e principal desafio posto à Educação mundo afora. No Brasil, um dos poucos países que manteve as escolas fechadas por mais tempo, segundo relatório da Unesco, a missão pode ser ainda mais desafiadora, principalmente porque a educação não parece ser prioridade para políticos e outros representantes da sociedade civil. Nesse sentido, o MEC tem tentado criar um cenário de aceitação da volta às aulas, com segurança sanitária, mas ainda parece faltar muito para que as boas intenções saiam do papel. A maior parte dos estados prevê voltar às aulas de forma híbrida nas próximas semanas, mas 13 deles ainda não têm data para retorno. Na contramão do movimento mundial pela volta às atividades presenciais, sindicatos de professores brasileiros afirmam que as escolas públicas não teriam condições de adotar as medidas sanitárias mínimas necessárias para o retorno. Para os sindicalistas, conseguir imunizar toda a população seria o cenário essencial para a retomada. Não é nessa linha que vai a comunidade científica, que afirma, com base em evidências, que há segurança para crianças e outros alunos voltarem às atividades escolares. Interlocutores esperam do MEC uma postura de articulação e diretrizes claras, ainda que isso custe desagradar sindicatos e até professores, além de outros grupos. A educação teve, praticamente, um ano perdido e há necessidade de recuperação, além de ter 4 milhões de alunos de 6 a 34 anos que não pretendem retornar às escolas  por falta de motivação.

 


Fonte: Gazeta do Povo