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Parecer de associação de médicos católicos sobre vacina é desserviço

Por: Elite FM
Publicado em 01/02/2021
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O cardeal Konrad Krajewski (em pé) acompanha moradores de rua que esperam para receber a vacina contra a Covid-19 em campanha do Vaticano-Foto:AFP Photo/Vatican Media/Handout/Gazeta do Povo

Está repercutindo bastante um parecer da recém-criada Associação de Médicos Católicos de São Paulo sobre as vacinas contra a Covid-19. Uma repercussão meio tardia, pois o texto já tem um mês, mas só foi parar na boca do povo agora, graças a uma coluna da Monica Bergamo na Folha de S.Paulo. O parecer, convenhamos, seria até desnecessário, escrito unicamente pelo presidente da entidade, Harold Barretto, com uma série de imprecisões, omissões e ilações, que tornam esse parecer um enorme desserviço.Para começar, logo no primeiro parágrafo, um erro grosseiro: “a maioria das vacinas hoje usa para o seu desenvolvimento células-tronco originárias de fetos abortados”. Na verdade, não é bem assim – muito menos no caso da Covid-19. Aliás, salta aos olhos de qualquer um que já tenha pesquisado um pouquinho sobre essas vacinas que o parecer não menciona, em nenhum momento, a linhagem HEK-293. Acontece que a HEK-293 não tem nada a ver com células-tronco: sua origem está em células renais (portanto, já diferenciadas) de um feto abortado nos anos 70. E, se formos levar bem ao pé da letra, elas já não são propriamente as células daquele rim, daquele feto, mas “cópias das cópias das cópias” (o que não atenua a responsabilidade moral, que fique bem claro). O texto da Associação de Médicos Católicos de São Paulo não explica tudo o que precisa explicar e supõe mais do que deveria supor. 


Fonte: Gazeta do Povo