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Recém-iniciada, vacinação contra Covid-19 corre risco de parar em pouco tempo. Saiba por quê

Por: Elite FM
Publicado em 21/01/2021
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Mulher recebe vacina contra a Covid-19 em São Paulo-Foto: Governo de São Paulo/divulgação

As dificuldades na importação de doses e de insumos para produzir vacinas no Brasil são uma grande ameaça à recém-iniciada campanha de imunização contra a Covid-19. Para especialistas, há risco real de a vacinação contra o coronavírus ser interrompida em pouco tempo, por falta total de imunizantes. O plano de imunização começou com apenas 6 milhões de doses da coronavac, importadas da China pelo Instituto Butantan. Outros dois milhões de doses da vacina de Oxford, produzidas na Índia, já deveriam ter chegado. Mas, depois de dois adiamentos, o governo desistiu de fixar nova data para receber as doses. A quantidade de vacinas atualmente disponível não é suficiente nem mesmo para imunizar os profissionais de saúde, que somam cinco milhões de pessoas no Brasil. Para imunizar uma pessoa, são necessárias duas doses – ou seja, atualmente o Brasil vai conseguir imunizar 3 milhões de pessoas. O Instituto Butantan já tem outros 4,8 milhões de doses em fase final de produção, mas aguarda nova autorização da Anvisa para uso emergencial. O pedido foi feito na segunda-feira (19). Ainda assim, a disponibilidade de doses no Brasil chega a apenas 10,8 milhões. E o Butantan, por ora, não recebeu novas remessas do Insumo Farmacêutico Ativo, o princípio ativo da vacina, importado da China. "Temos um carregamento de matéria-prima pronto lá na China para ser despachado", afirmou o presidente do Butantan, Dimas Covas. "Estamos aguardando apenas a autorização do governo chinês para poder trazer e, assim, iniciar a segunda etapa de produção. Mas dependemos da matéria-prima para poder continuar esse processo."Segundo ele, o problema é de ordem burocrática.


Fonte: Gazeta do Povo