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Após aceleração no fim de 2020, o que esperar da inflação em 2021

Por: Elite FM
Publicado em 31/12/2020
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Inflação em 2020 foi muito pressionada pela alta nos preços de alimentos. Em 2021, tendência é de espalhamento. Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

A pandemia da Covid-19 embolou o cenário da inflação em 2020 e terá reflexos no próximo ano. A pressão – sobretudo dos alimentos – não deu folga, e a desvalorização do real contribuiu para um aumento dos preços neste grupo e também em bens duráveis, apesar da crise. O “avanço controlado” da inflação acabou dando espaço para uma aceleração forte nos últimos meses do ano, que ainda está submetida à mudança de bandeira tarifária de energia elétrica. A última leitura do IPCA, divulgada em 8 de dezembro, mostrou que o indicador acumula alta de 3,13% de janeiro a novembro de 2020 e de 4,31% nos últimos 12 meses. Para 2021, a meta fixada pelo BC é de 3,75%, e o mercado projeta algo em torno de 3,34%, também segundo o Focus. Especialistas apontam que no próximo ano a tendência é de um “espalhamento” da inflação. Para o ano que vem os administrados – como planos de saúde e mensalidade escolar – devem pressionar o índice. As incertezas em relação à evolução da pandemia e à retomada da atividade econômica, além da condução da política fiscal e da agenda reformista pelo governo, tornam o cenário um pouco mais nebuloso. Esse cenário de pressão de alimentos sempre existirá, porque está relacionado a várias outras questões. A elevação do preço de commodities também pesou aqui duplamente: a valorização em dólar de soja e milho aumentou os custos da produção e criação de animais no país, pressionando o valor cobrado do consumidor final. Os preços de derivados desses produtos, como o óleo de soja, também dispararam. 


Fonte: Gazeta do Povo