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Magistério, tecnologia e pandemia: a educação da Finlândia vista por uma professora brasileira

Por: Elite FM
Publicado em 27/12/2020
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Helsinque, na Finlândia-“Somente as melhores universidades do país podem formar professores”- Foto: Pixabay/Gazeta do Povo

País referência em Educação, a Finlândia fechou escolas por apenas dois meses desde que a pandemia teve início mundo afora. O retorno às atividades presenciais veio com uma intimação da primeira-ministra do país: professores que fossem contra a decisão deveriam pedir demissão e não se apresentar mais ao posto. É o que conta a brasileira Ayla Patrícia, hoje professora na Finlândia. A professora explica que o retorno às aulas não se deu de forma escalonada. "Todos foram convocados a voltar à escola, menos alunos e professores que pertencessem ao grupo de risco", afirma. Ayla relata que na Finlândia Educação não se mistura nem com política, nem com religião. Existe um plano educacional de governo e ninguém mete o bedelho. A cada 10 anos, ele sofre um “upgrade”, feito por cientistas educacionais e não por políticos. Todo o material didático segue o currículo nacional. O ano letivo é menor,190 dias letivos por ano. Esses, na opinião de Ayla, são os principais pontos que diferenciam a educação finlandesa da brasileira. O governo entendeu que a educação teria o papel de reerguer o país, por este motivo seriam formados cidadãos e não alunos. Para isso, os professores, são  escolhidos a dedo. Ayla deu a dica para melhorar a educação no Brasil: ”Selecionar o joio do trigo, formar professores que tenham competência e abracem a profissão como quem abraça um sacerdócio, uma missão. Somente as melhores universidades do país poderiam formar professores, todos deveriam ter mestrado e excelência na profissão. Absolutamente todos os países de primeiro mundo começaram uma revolução na educação pelos professores. É como na guerra: os melhores estrategistas lideram as tropas. Ou no pós-guerra: sem líderes, as cidades não se reconstruiriam, os professores são o começo, o meio e o fim de tudo - a chave mais importante do processo educacional. “Somos nós, professores, que estamos novamente salvando o futuro do país nesta pandemia, por exemplo. Não são os prefeitos, governadores ou presidentes. “Existem muitos professores sem qualificação sendo responsáveis por alunos no Brasil. Erramos aí e continuamos errando, sinaliza Ayla.


Fonte: Gazeta do Povo